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Universo Natureza... Clube de Vela Morro de São Paulo

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Clube de Vela Morro de São Paulo

Acompanhe aqui os ventos nas velas de Morro de São Paulo e dos barcos visitantes... que tanto prestigiam nossas praias, com suas velejadas.

Conheça mais sobre o Clube no link Clube de Vela

ou escreva para clubedevelamorrodesaopaulo@hotmail.com

Enseada da Tartarugas - Praia da Gamboa


10 de agosto de 2009

Achei um livro ontem na Pousada Vista Bela, o título do livro é "Aprenda a Velejar" e o autor é João G. Schmidt. Para quem ainda não leu este livro, vou aqui compartilhar alguns de seus ensinamentos... sempre que o tempo me permitir, e neste caso estou falando de tempo disponivel, e não do metereológico...

Vou começar pela introdução que achei bem legal... e não vamos perder!

"Por que velejar?

Frequentemente me fazem esta pergunta. Por que depender do vento se um barco a motor é mais pratico? Por que tanto trabalho em aparelhar o barco se a a lancha já está pronta: Por que se equilibrar incomodamente na borda para fazer contrapeso se a lancha oferece tanto conforto? Por que bordejar penosamente contra o vento se a lancha nos leva em linha reta para onde queremos?

Certamente uma lancha nos levaria para qualquer parte rapidamente, sem nada exigir de nós. Mas depois de algum tempo estes rápidos passeios já se terão tornado monótonos.

Na verdade, a lancha é apenas o veículo que permite a prática de um esporte, seja a pesca, a caça submarina ou o esqui. Mas a vela é um próprio esporte e quem está velejando geralmente não quer chegar a lugar nenhum, quer apenas velejar. Velejar sem escutar o ruído monótono do motor. Ouvindo apenas o sibilar do vento nos ovéns e o ruído da água contra o casco. Gosta de sentir o barco com os panos cheios desenvolvendo uma boa velocidade, uma velocidade que dependeu dele, de sua habilidade, de sua técnica, e não de um motor possante.

Para muitos que nada sabem a respeito deste esporte, velejar é simplesmente “passear de iate a vela” e imaginam logo elegantes iates comandados por homens de calças brancas com vincos impecáveis, blazer azul com botões dourados, o boné de comandante e o infalível cachimbo.

Na verdade este curioso espécime, algumas vezes, ainda pode ser encontrado na varanda de algum clube. Geralmente, não possui barco, pois tem horror a água.

O pessoal que realmente veleja é completamente diferente e quanto ao “passeio de iate”, quem já deu a sua primeira velejada num dia de bom vento, certamente mudará de opinião quando no dia seguinte tentar levantar da cama.

A vela, a de competição em especial, requer tanto preparo físico como qualquer outro esporte.

Existem pessoas que ao verem uma nuvenzinha no céu armam-se logo de um guarda-chuva  vestem um grosso agasalho. Quando sentam numa condução, a sua primeira providência é fechar a janela para não se resfriarem.

Bem diferentes são aqueles que totalmente “ensopados”, se equilibram no trapézio de um “470” ou que vão arriar a genoa, na proa de um barco de oceano, debaixo de mau tempo. Enrijecidos pelo mar e pelo vento, queimados de sol, irradiam saúde e há muito tempo não sabem o que é um resfriado, pois sempre preferiram o ar livre ao “bafo quente” dos ambientes fechados. Acostumados a enfrentar toda espécie de situações, vêem  mundo com outros olhos e estão habituados a enfrenta-lo com o mesmo apetite com eu enfrentam as “trabuzanas” no mar, pois quem aprendeu a ser safo no mar certamente também o será em terra.

É velejando que você aprenderá a observar a natureza e a ver coisas que antes passavam despercebidas. Aquelas nuvens esquisitas que anunciam  aproximação de uma rajada de vento sobre a água, a direção da fumaça em terra, o vôo das gaivotas; nada escapa aos olhos escolados de um velejador.

Sempre preocupado com a direção e força do vento, correnteza e maré, você vai aprender a tirar proveito destes fenômenos da natureza quando lhe puderem ser úteis, ou a “dribrá-los” com astúcia e técnica quando lhe forem contrários. Caçando e folgando os “panos” você vai aprender a fazer com que rendam o máximo, pois a vela, muito mais que um simples esporte, é uma verdadeira ciência.

E, se algum daí você resolve passar para a vela de oceano, novos horizontes nunca antes imaginados se abrirão para você. E novas ciências você aprenderá como a Navegação e a Meteorologia.

A água ai está, cobrindo três quartas partes da terra. Também os ventos sopram gratuitamente o ano todo. Sete mil quilômetros de oceano Atlântico banham o nosso litoral; são 3.800 milhas marítimas de verde mar perto da costa e profundamente azul além da plataforma continental: é o oceano sem limites e sem dono, convidando os veteranos para as grandes aventuras.

Centenas de baías e enseadas paradisíacas, abrigadas contra os ventos fortes e as ondas grandes, centenas de rios navegáveis, lagoas, lagos, represas e açudes, tudo isso para você velejar.

A vela é um esporte salutar para “jovens” de todas as idades, desde os cinco até os setenta anos ou mais. É o melhor tratamento contra preguiça, indolência e falta de iniciativa e quem sabe um novo começo de vida para aposentados.

Nada envelhece tanto como o conforto de uma espreguiçadeira, mesmo que ela se encontre na varanda do clube.

Portanto, velhos e jovens,

VAMOS VELELAR”

Espero que vocês tenham gostado dessa introdução... logo, logo escreverei mais.

Andréa Gomes Drechsler para Hotel Pousada Natureza Morro de São Paulo
andreanatureza@hotmail.com... querendo contribuir com algum comentário ou falar comigo!



 
 
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