Hotel Pousada Natureza | Morro de São Paulo Bahia Brasil                                                                          Morro de São Paulo
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Morro de São Paulo
Viver o Universo Natureza é uma experiência única.

Guias & Literatura

Livro: ROTEIRO NÁUTICO DO LITORAL DA BAHIA
Produção: Centro Náutico da Bahia, Governo do Estado da Bahia e Omar G.
Edição: Novembro de 2005
Informações sobre o guia no Centro Náutico da Bahia pelo telefone 71 3319 3434


As informações abaixo são trechos transcritos do livro acima citado, salvo atualização de informações.

“Pertencente ao município de Cairu, Morro de São Paulo, está localizado, no extremo norte da Ilha de Tinharé, foi o primeiro local escolhido pelos colonizadores que vieram se instalar na Capitania de São Jorge dos Ilhéus, em 1535. A sua posição era estratégica para defesa contra invasores, antecipando-se a Baia de Todos os Santos, e servia como entrada, pelo Rio Uma, para o interior do continente. Por isso, o local foi relevante na defesa contra os Holandeses e durante séculos, como área de exploração agrícola.

Tornaram-se importantes na região, as vilas de Boipeba , povoação iniciada em 1565, tornada vila em 1610 e Cairu, Nossa Senhora do Rosário de Cairu, que era o grande centro regional e se transformou em importante centro da colônia, com figuras notórias da vida política e econômica, inclusive sendo sede da ouvidoria da Capitania de Ilhéus. Entretanto, em virtude de ataques dos índios aimorés, a cidade entrou em decadência.

Atualmente além de se destacar na cultura de cravo-da-india, pimenta-do-reino e guaraná, é um dos maiores produtores de piaçava do mundo. Calma e tranqüila Cairu é uma cidade que dispõe de notável patrimônio histórico, com destaque para o Convento de Santo Antônio (1661 – 1750), obra significativa do barroco religioso brasileiro.

São pontos históricos da região, inclusive com cosntruções do séculos XVII e XX, além de Cairu, Morro de São Paulo, o Outeiro do Galeão e a Velha Boipeba.

A região é composta pelas ilhas de Tinharé, Boipeba e Cairu, além de parte do continente, mais ao sul, onde se destacam algumas vilas e praias.

Morro de São Paulo e Gamboa do Morro são, sem dúvida, os pontos mais procurados por quem navega, não só por sua beleza reconhecida internacionalmente, mas, também, pela infra-estrutura de suporte aos turistas. São inúmeros hotéis, pousadas, bares, restaurantes, lojas e barracas de Praia.

A única infra-estrutura náutica disponível é o Iate Clube de Morro de São Paulo, que a despeito do nome, não é um clube nos moldes tradicionais, pois não tem sócios e sim clientes que podem desfrutar do bar, do restaurante e da base náutica que com rara beleza, reforça essa boa opção de parada.”

ATUALIZAÇÃO:

O Iate Clube de Morro de São Paulo, não existe mais, tão somente subsistiram seu nome, pois as pessoas ainda se referem aquele ponto como Iate Clube de Morro de São Paulo e um píer de madeira. Atualmente a única infra-estrutura náutica disponível é o Clube de Vela Natureza, que é um Clube de Vela Esportiva, voltado para Vela de praia, mas busca auxiliar os navegadores que passam por Morro de São Paulo, com informações sobre melhores fundeios, rota, etc.

Há várias opções de pesca e mergulho que especialistas locais podem indicar. Destacam-se as ‘Trinta e Cinco’ (braçadas de profundidade) onde os barcos fundeiam para pescar. Quem gosta de mergulho autônomo, deve ir às pedras da Benedita, Taiba e Tati-Mirim, distantes entre 3 e 7 milhas da ilha de Tinharé.

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Livro: ROTEIROS ECOTURÍSTICOS DA BAHIA – COSTA DO DENDÊ
Produção: Governo do Estado da Bahia, Secretaria da Cultura e Turismo e Superintendência de Desenvolvimento do Turismo - Dudetur
Edição: 2006
Informações sobre o guia na SUDETUR 71 3341 0270 ou pelo e-mail sct.sudetur@bahia.ba.gov.br

As informações abaixo são trechos transcritos do livro acima citado, salvo atualização de informações.

“... A costa do Dendê está entre as mais antigas áreas de ocupação e povoamento do Brasil. As primeiras notícias sobre essas terras férteis e de águas abundantes remontam à terceira década do século XVI, quando Martim Afonso de Souza, militar e administrador colonial português, a mando do rei D. João III, O Colonizador, comandou uma expedição de cinco navios (1530-1533) com a tríplice missão de explorar a costa desde o Maranhão até o Rio da Prata, impedir o comércio de pau-brasil pelos franceses e fundar os primeiros núcleos lusitanos no Brasil Quinhentista.
            Até onde se sabe, Martim Afonso de Souza foi o primeiro europeu a pisar nas praias da Costa do Dendê. Com razoável certeza, pode-se afirmar que esse colonizador, nascido no ano da descoberta do Brasil, ancorou sua frota em um porto natural, localizado na contracosta do atual Morro de São Paulo, uma falésia de arenito que domina a paisagem do lugar que os índios tupiniquins denominaram de ty-nhã-ré, “o que se adianta na água”.
            Na verdade, trata-se de uma ilha litorânea (Tinharé) separada do continente por um braço de mar (Canal de Taperoá) que, aos olhos dos índios, parecia um pedaço de terra “que se adiantava na água”. Apesar dessa incursão lusitana, o marco inicial do povoamento da região deve ser situado na divisão da costa do Brasil em Capitanias Hereditárias, doadas pelo rei a pessoas de sua confiança e que se dispusessem a investir na Terra de Santa Cruz.
            O território atualmente ocupado pelo Estado da Bahia foi dividido, em 1534, em três Capitanias:
            A que se concedeu a Francisco Pereira Coutinho – Capitania da Bahia – e que se estendia por 50 léguas de costa, da foz do rio São Francisco à ponta da Baía de Todos os Santos, incluindo o Recôncavo.
            A Capitania de Ilhéus, doada a Jorge de Figueiredo Corrêa, que se iniciava na foz do rio Jaguaribe, também na Baía de Todos os Santos, logo abaixo da ponta sul da ilha de Itaparica (Ponta do Garcez), e ai até 50 léguas em dire,ao ao sul, até a margem norte do rio Jequitinhonha.
            E a Capitania de Porto Seguro, que começava no limite da Capitania de Ilhéus e se estendia até o rio Mucuri, doada a Pero do Campo Tourinho. Todas as capitanias se estendia por 10 léguas para o mar, abrangendo as ilhas que fossem encontradas, e para o sertão e terra firme, até à linha limite demarcada pelo Tratado de Tordesilhas.
            Uma dessas donatárias, a Capitania de Ilhéus, que abrange a atual Costa do Dendê, foi doada em 26 de junho de 1534 a Jorge de Figueiredo Corrêa, fidalgo do reino e escrivão da Fazenda Real que, segundo Eduardo Bueno em Capitães do Brasi: A saga dos primeiros colonizadores, “era, entre os donatários, o que dispunha de maiores condições, elementos e finanças para colonizar sua capitania”. Jorge Corrêa estivera em Porto Seguro em 1500 com a armada de Pedro Álvares Cabral.
            O capitão-mor donatário, todavia, não viajou para o Brasil (viria a falecer em 1550) e mandou como seu representante Francisco Romero, nobre, natural de Castela, na Espanha, “homem experimentado e prudente e bom para as coisas da guerra”. Em 1535, Francisco Romero partiu de Lisboa e veio ancorar na Ilha de Tinharé, onde, depois de enfrentar índios bravios, ergueu uma povoação no alto do Morro de São Paulo.
            Nessa povoação inicial, trinta cristãos se dedicaram à cultura do algodão e provavelmente fizeram alguma extração de pau-brasil. Assim, na extremidade norte da Ilha de Tinharé – em Morro de São Paulo -, ergueu-se uma das mais antigas povoações do Brasil e a primeira da Capitania de Ilhéus. A primitiva povoação, porém, não prosperou. Francisco Romero acaou rumando para o sul e, na Baía de Ilhéus, fundou a Vila de São Jorge dos Ilhéus, a sede da Capitania...” (págs: 14, 15 e 16)

Livro: GUIA NÁUTICA – BAHIA DE ILHÉUS A MORRO DE SÃO PAULO – ROTEIROS NÁUTICOS DA COSTA DO BRASIL
Autor: Hélio Magalhães
Publicação: Grupo I – Grum Editora Ltda em associação com a Mar Íntimo Editora
Apoio: Bahiatursa – Órgão oficial de Turismo da Bahia
Edição:
Detalhes sobre rotas você vai encontrar no guia, vendas e maiores informações pelos telefones (11) 3066 0801 e (11) 3066 0809

As informações abaixo são trechos transcritos do livro acima citado, salvo atualização de informações.

            “...
ARQUIPÉLAGO DE TINHARÉ

NAVEGAÇÃO

DE SALVADOR AO ARQUIPÉLAGO DE TINHARÉ
            Após a Baía de Todos os Santos, a costa é marcada por longas praias de areia e apenas alguns morros são visíveis do largo. Em dias de bom tempo Morro de São Paulo, onde está o farol, é avistado durante mais da metade do trajeto, proporcionando uma navegação segura e basicamente no “olhômetro”. O navegante deve manter-se em profundidades acima de 12 metros, principalmente durante a passagem pela Ilha de Itaparica.

DE CAMAMU AO ARQUIPÉLAGO DE TINHARÉ
            Após deixar safo a ilha Quiepe e os Recifes do Sororocuçu, o navegante que estiver deixando a Baía de Camamu não encontrará obstáculos à navegação, mantendo-se em profundidades acima de 25 metros. A costa é baixa, com morros e serras distantes da praia, coberta por extensos coqueirais. Após a Ponta dos Castelhanos, que avança no mar, pode-se identificar a barra do rio do Inferno, que separa as ilhas de Tinharé e de Boipeba. Recomendamos manter boa lazeira em relação à Ponta Pana e aos Recifes Caitás, onde o mar arrebenta. O Morro de São Paulo também é visível do largo.

PONTOS NOTÁVEIS

MORRO DE SÃO PAULO
            Um morro que visto do largo apresenta dois picos. A encosta ao sul desce suavemente sobre o mar enquanto, ao norte, apresenta declive mais acentuado. Próximo à sua face norte está o farol do Morro de São Paulo, uma torre branca com 89 metros de altitude, sendo o ponto notável de melhor referência para o navegante com destino ao arquipélago de Tinharé.
            À noite, o farol exibe luz branca com alcance de 23 milhas, avistada em marcações menores do que 355º verdadeiros.

PONTA PANÃ
            É um pontal de fácil identificação aproximadamente 5 milhas ao sul do Morro de São Paulo, coberto de densa vegetação e que avança no mar. A navegação a leste da ponta deve ser feita com cautela, devido à existência de baixios, e sempre em profundidades acima de 15 metros.

PONTA DOS CATELHANOS
            É um pontal que avança no mar, coberto por denso coqueiral e de fácil identificação. Localizada entre a barra do rio do Inferno e a Ilha Quiepe, a ponta deve ser deixada com bastante lazeira, devido à existência de alguns alto-fundos a leste.

APROXIMAÇÃO

DO NORTE
            Durante a aproximação do norte, é fácil identificar o Forte da Ponta e alguns coqueiros em suas proximidades. O Morro de São Paulo, o farol e as praias com algumas casas e pequenos prédios também são visíveis. O recife Caitás, a leste do morro e avistado por bombordo, é de fácil identificação devido ao mar que arrebenta sobre ele.

DO SUL
            Vindo do sul, o navegante não terá dificuldade em identificar o recife Caitás. Sobre ele, estão dois pequenos coqueiros que são vistos após a arrebentação em dias de bom tempo e na baixa-mar. A navegação nas proximidades do recife deve ser evitada.
            Após deixar safo o Caitás por bombordo, pode-se rumar diretamente ao waypoint TINH 01 deixando, também por bombordo, as praias de Morro de São Paulo, onde se vêem algumas casas e pequenos prédios. O Forte da Ponta e os coqueiros em sua proximidade também são facilmente identificáveis...” (Págs: 193, 194 e 105)


 
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