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:: Ilha de Tinharé - Morro de São Paulo :: Morro de São Paulo fica no Arquipélago de Tinharé-Boipeba, que está inserido na costa do dendê, e é composto por 36 ilhotas, sendo que as principais são as de Cairu, Tinharé e Boipeba. Cairu é a sede do município e está ligada ao continente por uma ponte. Oficialmente no arquipélago de Tinharé- Boipeba há uma cidade, que é Cairu, também sede do município. Três vilas, Galeão, Gamboa e Velha Boipeba, e seis povoados, Morro de São Paulo, Canavieiras, São Sebastião, Torrinhas, Tapuias e Garapuá. Situada ao norte de Cairu, com cerca de 400 km², a Ilha de Tinharé é conhecida desde 1531, quando Martim Afonso de Souza a avistou e a denominou Tynharéa. Ali ficam os povoados de Morro de São Paulo, Garapuá, Gamboa e Galeão. Em 1630, a ilha passou a abrigar um forte destinado à defesa de Salvador e do Recôncavo Baiano e, ainda na primeira metade do século XVII, uma capela, no alto de um morro, com a invocação a Nossa Senhora da Luz, em Morro de São Paulo, e a Igreja de São Francisco Xavier, em Galeão. A ilha conserva manchas de Mata Atlântica e mangues revestem a sua contra-costa. Localizado no extremo norte da Ilha de Tinharé e conhecido internacionalmente, Morro de São Paulo é o principal povoado turístico do arquipélago contando com a melhor infra-estrutura da região. São inúmeras pousadas e hotéis, de diversas categorias, além de restaurantes, lojas, mercado, e vários outros pontos comerciais. Possui também dois campos de pouso para táxi aéreo e uma grande área abrigada para ancorar embarcações. Morro de São Paulo impressiona logo na chegada. A mistura de suas belezas naturais, sentidas no verde da mata, que recobre o morro e no azul das águas cristalinas que recebem os barcos no cais de entrada,.com a história brasileira, que é vista impregnada no farol sobre o morro, em cuja base há ruínas de uma fortaleza, com paredão de 678 metros de extensão, praticamente dentro do mar, construído em 1630, compõe uma das mais singulares paisagens brasileiras. Aportando no vilarejo de Morro de São Paulo entra-se em contato com uma realidade impar, que confere toda a magia a esta ilha. Congestionamento só se for de corpo a corpo. Há poucos veículos na ilha, pois a entrada de veículos é limitada por lei, e os existentes circulam somente por vias secundárias. Assim é possível passar vários dias em Morro de São Paulo sem ver um carro. O melhor jeito de conhecer Morro de São Paulo é andando, por suas praias e ruínas históricas. As ruas são de areia, o que confere ao local um constante ar praiano. O vilarejo é riquíssimo tanto em belezas naturais quanto em patrimônio histórico, além de oferecer a melhor infra-estrutura da Ilha de Tinharé e possuir uma vida noturna praiana muito apreciada pelos turistas, saiba mais detalhes sobre estes pontos específicos em Saiba mais: A Vila - As Praias - Passeios - Esportes - Restaurantes, bares e vida noturna. Todo o patrimônio histórico do Vilarejo está aguardando restauração, assim por enquanto ainda é possível apreciar as ruínas lá existentes. Da antiga Casa do Capitão, no alto, próximo ao Farol; as duas baterias ou fortins soterrados; as fundações da primitiva Capela de Nossa Senhora da Luz, construída no primeiro quartel do século XVII; restos da Casa do Faroleiro; as ruínas das grandes muralhas que protegem o Forte até as ruínas do Forte do Zimberior. Merece também uma visita a antiga fonte pública construída em 1746, que era destinada ao abastecimento de água dos soldados e dos moradores. A fonte existe até hoje, devidamente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. A fonte tem formato circular e é recoberta por uma cúpula, no local é conhecida como Fonte Grande. Em 1624, as águas do Morro de São Paulo, de um azul cristalino, chegaram a abrigar os navios que transportavam os efetivos comandados pelo holandês Johan Van Dorth, antes da sua entrada na Baia de Todos os Santos para conquistar a cidade de Salvador. Um ano mais tarde, buscou abrigo nesse local a armada de Bondewijh Hendricszoon que, ao ser informado da reconquista de Salvador pelos portugueses, rumou para o norte. Desde 1630, Morro de São Paulo contava com uma fortaleza e, em sua fase áurea, com um efetivo militar de 183 homens, que zelavam por 51 peças de artilharia e uma muralha de quase mil metros de extensão. Esse conjunto é de relevante interesse arquitetônico, com remanescentes de construções históricas, como a Casa da Guarda, armazéns, Casa dos Oficiais, Casa do Capitão, capela, Casa do Capelão, paiol e o farol construído entre 1850 e 1855, que serve ainda de baliza para a entrada no canal de Taperoá. A povoação se desenvolveu a partir da fortaleza. Em 1859, quando visitada por D. Pedro II, o povoado possuía apenas 300 famílias residentes. A fortaleza de Morro de São Paulo se constituiu no mais extenso sistema defensivo da Bahia e, provavelmente, do Brasil. Hoje Morro de São Paulo luta para restaurar todo o patrimônio histórico que foi erguido no vilarejo, a fim de que possa ser apreciado por todos os visitantes e pela população local.
: : Ilha de Tinharé - Gamboa do Morro : : O vilarejo de Gamboa do Morro está localizado na parte norte da ilha, voltada para o canal de Taperoá, é a localidade mais próxima de Morro de São Paulo. Povoado de pescadores, conta com um atracadouro onde ficam ancorados as escunas e os barcos pesqueiros da região. A praia é linda e tranqüila, visitada por muitas tartarugas, tem um mar de ondas fracas e areias finas, pontilhadas de barracas de praia. Ideal para esportes náuticos, por ser uma área bem abrigada. Pela praia, em direção a Morro de São Paulo, pode-se ver as falésias de arenito erodido.
: : Ilha de Tinharé - Garapuá : : A leste da ilha de Tinharé, é um pequeno povoado de pescadores, com algumas barracas de praia na grande enseada dotada de vasto coqueiral e manguezal, mar de ondas fracas, areias brancas e finas. Ótima para banhos tranqüilos. Existem recifes de coral formando piscinas naturais e bancos de areia que permitem longas caminhadas na praia durante a maré baixa. São também atrativos turísticos a Lagoa de Garapuá, com cerca de 3 km de extensão e a Capela de São Francisco de Assis. No povoado além da Praia denominada Garapuá, há também o Quadro, Pratigi e Pontal ou da Barra. O Quadro tem um imenso coqueiral, manguezal, rochas e recifes que formam piscinas naturais. Os pescadores locais fazem ali a pesca noturna da lagosta. Pratigi é uma praia boa para banho e quase deserta, com coqueiral e mar de ondas fracas. A última praia da Ilha de Tinharé é o Pontal ou Ponta da Barra, onde o mar se encontra com o Rio do Inferno, dividindo as ilhas de Tinharé e Boipeba. Tem mar de ondas fracas e vasto coqueiral.
: : Ilha de Cairu - Cairu : : O nome primitivo da ilha de Cairu era Aracajuru, “Casa do Sol” na linguagem indígena. Cairu surgiu no século XVI, durante o povoamento da Capitania de Ilhéus. Era uma das mais importantes vilas da Colônia. A sede foi elevada à categoria de vila em 1610 e, em 1938, à cidade. No século XVIII, era considerada a melhor e mais segura moradia da região, onde fixaram residência ouvidores e corregedores de Ilhéus. A sede do município de Cairu está localizada na Ilha de Cairu, que faz parte do Arquipélago de Tinharé-Boipeba, foi ligada ao continente por uma ponte, há cerca de 30 anos. A cidade é dividida em cidade alta, onde a cidade nasceu e cidade baixa, que cresceu posteriormente. É uma cidade que não cresceu muito, e conserva bastante o ar de cidadezinha do interior, o que lhe confere uma beleza muito especial. Na cidade alta existem monumentos com grande valor histórico, como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, de 1610, situada numa elevação voltada para o Convento de Cairu. Visitando a cidade não se pode deixar de ver as imagens de Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora das Dores, São José e São Miguel. São Também muito bonitas as janelas conversadeiras da sacristia, feitas de cantaria de arenito. Há, ainda, o prédio da antiga prefeitura, possivelmente do final do século XVIII. Erguidos onde existia uma pequena ermida de invocação a Santo Antônio, estão a Igreja e o Convento de Santo Antônio, cuja fachada, precedida de cruzeiro de pedra, está voltada para o braço de mar que separa as ilhas de Tinharé e Boipeba. Do lado esquerdo da Igreja de Santo Antônio ficam as ruínas da capela-mor da Ordem Terceira, que nunca chegou a ser concluída. O início da construção desse convento, erguido pelos Capuchinhos, remonta a 1654 e um conjunto precioso de azulejaria portuguesa dos séculos XVII e XVIII existe até hoje. Dos mirantes existentes no primeiro andar se descortina uma bela vista do mar e do campo. No início do século XVII, os franciscanos que receberam, por doação, “a sesmaria das doze léguas de Camamu”, construíram em Cairu a Residência de São Francisco Xavier e a Igreja de Santo Inácio. Já no início do século XVIII, a exploração das matas passa a rivalizar com a produção de farinha na região. Cairu era um tradicional fornecedor de farinha para a capital. É interessante citar que, durante três décadas, Cairu contribuiu financeiramente para a reconstrução de Lisboa, arrasada por um grande terremoto em 1756. Data dessa época o surgimento de quilombos criados por negros fugitivos. Em 1870, o corte da madeira era tão intenso e gerava tantos lucros que o governo precisou criar a função de Juiz Corregedor das Matas para deter a exploração predatória descontrolada. Vinte anos mais tarde, dada à ineficácia dessa medida, a Coroa resolveu tombar o que restava das matas, para estancar a exploração de madeiras nas ilhas. Hoje o turismo na cidade de Cairu é mais de visitantes que, estando hospedados em Morro de São Paulo, fazem um passeio a fim de conhecer a sede do Município e seu patrimônio histórico, visto que as praias de Cairu não são boas para o banho. A piaçava é uma das principais atividades econômicas da cidade, juntamente com o cultivo do cravo-da-india, pimenta-do-reino e guaraná; a pesca e a remanescente construção naval. ........................................................................................................................................................................................................................................................................ : : Ilha de Boipeba - Boipeba : : O nome Boipeba é de origem tupi mboi-peba, “cobra chata”, possivelmente uma referencia à tartaruga marinha ou a uma espécie de cobra que, quando irritada achata o corpo, sobretudo o pescoço. Localizada ao sul de Tinharé, a ilha conta com os povoados de Velha Boipeba, Moreré e São Sebastião, esse último também conhecido como Cova da Onça. Na Velha Boipeba, fica a Matriz do Divino Espírito Santo, início do século XVII, e em São Sebastião, a Igreja de São Sebastião, início do século XX. O acesso à ilha é feito por barco, partido de Morro de São Paulo, Valença ou Torrinha e desembarcando no Povoado de Velha Boipeba. Primeiro e principal povoado da ilha de Boipeba, o povoado de Velha Boipeba, foi fundado às margens do Rio do Inferno, é sede do distrito de Boipeba. A base econômica da população é a pesca e o turismo. O povoado possui pousadas, bares, restaurantes e barracas de praia. Boipeba possui belíssimas praias. São diversas praias para todos os gostos. A Praia de Velha Boipeba é formada pela mistura das águas do Rio do Inferno com as águas do mar, possui várias barracas de praia, é uma das praias mais movimentadas da ilha. Como em Morro de São Paulo, em Boipeba também tem 1ª. Praia, que está situada entre a Velha Boipeba e Tassimirim. É uma praia pequena e de ondas fracas. Depois vem a Praia de Tassimirim, praia com mata, coqueiral e ondas fracas, na maré baixa, formam-se piscinas naturais entre os recifes que afloram na praia. Existem algumas pousadas nas proximidades. É ponto de desova de tartarugas marinhas. A Praia da Cueira é uma das mais belas praias de Boipeba. Deserta, com uma larga faixa de areia e mar de ondas leves, protegida ao longe por recifes de corais. Excelente para o banho em toda maré é ideal para passar o dia sozinho tomando sol e lendo um bom livro. Já a Praia de Moreré é uma enseada de águas tranqüilas, com recifes de corais a cerca de 500 metros da praia, onde se formam piscinas naturais. A área é ideal para a prática de mergulho. Um banco de areia permite longas caminhadas na maré baixa. Praia dotada de vasto coqueiral e vegetação densa. Coqueiros “gêmeos”são uma atração à parte. Existem restaurantes típicos no pequeno povoado de Moreré. Em seqüência é possível chegar-se a Praia de Bainema, também de águas tranqüilas e coqueiral. Está situadas na mesma enseada da Praia de Moreré. Na maré baixa, formam-se piscinas naturais. Ali pescam-se arraias, carapebas, bagres, xaréus, cavalas, pescadas, pambos e tainhas, dentre outros peixes. As duas últimas praias da ilha são a Praia da Ponta dos Castelhanos e a Praia de São Sebastião. A Praia da Ponta dos Castelhanos é uma praia deserta e como as outras cheia de coqueiros e protegida por recife de corais. No fundo do mar, repousam até hoje os restos do navio espanhol Madre de Diós, naufragado nos primeiros anos da história do Brasil. Daí o nome Ponta dos Castelhanos. O local é apropriado para o mergulho, sem infra-estrutura turística é ponto de desova de tartarugas marinhas. A Praia de São Sebastião ou Cova da Onça, está em frente ao povoado com o mesmo nome, próximo à desembocadura do Canal do Rio dos Patos. Com águas tranqüilas, na maré baixa é possível caminhar até a Ponta dos Castelhanos.
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